Pegando o embalo da campanha anterior, o grupo da JavaCE de Cascavel, encabeçado pelo Alex Monteiro, esta realizando pela JavaCE Social no Interior, uma nova campanha para o dia das crianças.

Caros amigos, aqui em Cascavel eu e um grupo de amigos estamos organizando um trabalho social com crianças carentes na comunidade “Mata-Quiri”, uma das comunidades mais pobres da cidade e aproveito pra lançar uma campanha do JavaCE Social e um pequeno grupo de voluntários aqui em Cascavel para fazer um Dia Feliz para essas crianças. – Alex Monteiro, coordenador do JavaCE de Cascavel.

Comunidade a ser ajudada.
Comunidade “Mata-Quiri” em Cascavel – Ceará.

A motivação do trabalho.
O trabalho é de caráter voluntário, não queremos nada em troca, senão arrancar sorrisos de crianças que sabemos que pouco tem para comemorar no dia 12/10 e fazer elas acreditarem que ainda existem bondade neste mundo, uso a frase do JavaCE Social “Mudando o mundo um bit por vez”, que expressa que o pouco que podemos fazer, poderá fazer uma grande diferença na vida de algumas dessas crianças.

Creio que quando olhamos para crianças que pouco tem para comer, vestir e brincar nos leva a não ter tantos motivos pra reclamar da nossa infância, que mesmo que tenha tido dificuldades, creio que a maioria de nós não soube tão cedo o significado da palavra “FOME”.

Como ajudar?
Se estiver afim de colaborar, você pode doar 1kg de alimento não perecível ou um brinquedo(simples, barato, mas com um bom significado), se quiser doar ambos ou em quantidades maiores ficaremos mais gratos ainda.

Local de entrega das doações

Em Fortaleza: TriadWorks – mapa – Qualquer horário pelo período da tarde, e pode deixar na recepção se preferir.
Em Cascavel: Entrar em contato com o Alex Monteiro pelo número: 85 8822 8552.

Ficamos grato desde já a todos que abraçarem conosco essa iniciativa.

O Greenfoot (www.greenfoot.org) é um software livre que ensina crianças a programar celulares, através de joguinhos, que combina um framework para desenvolvimento em Java com um ambiente de desenvolvimento integrado, onde a parte visual é trabalhada através de jogos.

Ele foi criado na Inglaterra, na Universidade de Kent, com o intuito de desenvolver a lógica em  crianças a partir de 5 anos.  Hoje ele é utilizado por vários locais no mundo e até em cursos de ensino superior. Alguns países como Espanha, Itália, França, China e até mesmo o Brasil, já possuem o tutorial do Greenfoot traduzido para a sua linguagem nativa.

O melhor de tudo é que para escrever código no Greenfoot não é necessário um computador potente, ele é leve e roda até naqueles computadores que já estão indo para a sucata. Muitas escolas, que hoje não tem equipamentos sofisticados, podem usar seu laboratório de informática com máquinas bem simples, reforçando o desenvolvimento educacional de seus alunos a partir do Greenfoot.

A utilização do Greenfoot na educação é realizada principalmente através do desenvolvimento de jogos, porém pode ser utilizado para o desenvolvimento de aplicações em geral, desde que estas possuam uma parte gráfica.

Por isso, é um software fácil de ser utilizado e dinâmico. Em sua interface gráfica, podem ser criados e colocados objetos que representam um mundo. Esses objetos podem adquirir papéis diferentes, como: mundo, ator do mundo ou simplesmente um objeto do mundo. Esses objetos possuem algumas ações pré-definidas e estas podem ser programadas e  ampliadas.

O material do Greenfoot é muito bem documentado, porém, em sua maioria, os textos são fornecidos apenas na língua Inglesa. Desafio: Quase todos os documentos  ainda não possuem tradução para o português.

A proposta de trabalho do DFJUG para nossa comunidade é trazer o Greenfoot para as escolas e telecentros brasileiros. Imaginem como isso iria ajudar crianças que já nascem com a habilidade natural de ”mexer” em computadores, celulares e outros equipamentos eletrônicos, aquilo que a psicologia chama talento para a análise lógico-simbólica? Elas estariam desde pequenas em contato com as novas tecnologias e reforçando o desenvolvimento de seu raciocínio lógico.

O DFJUG convidou a colega Luciana Pereira de Araújo, de Blumenau (SC), para coordenar a comunidade interessada em participar desta importante e bonita atividade. Nossa proposta é comunitariamente trabalharmos da mesma forma como fizemos, à dois anos atrás, no nosso curso de engenharia de software livre e gratuito JEDI (www.dfjug.org/jedi/index.jsp), que hoje é um sucesso e atendeu até agora mais de 28.900 alunos interessados. Tivemos vários encontros em Brasília e na sua cidade com a Luciana, quando nasceu a idéia de trazermos para o Brasil o Greenfoot.

Ela é uma experiente desenvolvedora de dispositivos embarcados e, a primeira vez que ouvimos falar dela foi durante a última copa do mundo, quando nos informou sobre um software livre que tinha desenvolvido para monitorar a tabela Copa do mundo em J2ME. O software apresenta todas as tabelas de jogos da copa do mundo 2010 separadas por grupos. Permite que seja preenchida a pontuação de cada jogo, como é feito em uma tabela da copa comum. O diferencial é que, conforme a pontuação é preenchida pelo usuário, as tabelas das quartas de final, semi-final e final são preenchidas com os times “automaticamente”. E, caso seja alterada a pontuação, essas tabelas são atualizadas dinamicamente. Caso queiram baixá-lo, mais detalhes sobre este software você encontra em :  www.dfjug.org/boletins/bolet_815.html.Ela é programadora Java, formada em Técnico de Software pelo CEDUPHH (Blumenau-SC) e em breve e, em breve, em Ciência da Computação pela Universidade Regional de Blumenau (FURB). Ministra cursos de programação de Java, J2ME, Delphi e SQL básico em escolas de informática de sua cidade.

Luciana, uma entusiasta do Greenfoot, pergunta: O que falta para que tudo isso ocorra?
– Primeiramente é importante envolver a comunidade Java interessada em colaborar nesta ação;
– Segundo é necessário termos um bom  material traduzido e de fácil compreendimento. O processo de aprendizagem de uma criança Inglesa não é o mesmo que o de uma criança Brasileira, por isto, o material deve ser adequado às nossas necessidades, apresentando este conteúdo de uma linguagem simples e compreensível  para as crianças da nossa realidade;
– O terceiro passo é divulgar esse material, nas escolas, comunidades de bairro, telecentros, e entre as próprias crianças conhecidas;
– e, por fim, a parte mais desafiantes será convencer as escolas, e o Estado, a implantar esse novo conceito de ensinar.

“Tive uma experiência em uma escola aqui de Blumenau, onde apresentei um Jogo e um programa que ensina a tabuada com figuras, ambos desenvolvidos no Greenfoot. O diretor dessa escola ficou muito empolgado, já queria que eu gravasse em um CD para que os alunos levassem para casa. Apresentei também para outras pessoas e escolas e a maioria pareceu se empolgar bastante com o software”.

Dessa forma, as etapas que temos pela frente são:
1 – Convidar a comunidade Java Brasiliera a colaborar;
2 – Traduzir o material integral;
3 – Transformar o conteúdo em uma linguagem mais simples;
4 – Revisar o material traduzido e formatado;
5 – Desenvolver aplicativos e jogos para crianças brasileiras;
6 – Divulgar o Greenfoot entre a comunidade interessada.

Se você se interessar em participar deste grupo conosco, caso tenha disponibilidade e um pouco de tempo em sua semana para colaborar, entre em contato por e-mail com lucianahh@gmail.com, informando seu nome e em que etapa deseja contribuir.

Se não poder ajudar agora, tudo bem, colabore divulgando este texto para todos os desenvolvedores Java que você conhece e que acredita estejam interessados em participar.

Juntos podemos produzir este material para as crianças brasileiras, pois temos a certeza de que, quanto mais pessoas se unirem a esta ação, maior será a probabilidade de obtermos sucesso.

Participe!

Daniel de Oliveira
JUG Leader / Founding Java Champion
Brasilia Java Users Group
daniel@dfjug.org
www.dfjug.org
Brasil